Sou o tronco
e a raiz
da árvore
que de mim próprio
fiz.
Sou mármore
rocha e granito.
Sou o imaginário
em que habito
Sou o caminhante
navegante
por estradas que ninguém pisou.
Sou o sudário
do meu rosto
que odeio
e de que gosto.
Sou o breviário
no caminho lendário
pelo qual ninguém
ninguém passou.
Sou o tronco
e a raiz
da árvore
que de mim próprio
fiz.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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