segunda-feira, 10 de novembro de 2008

DE MIM SEI

De mim sei o que sei.
E nada sei.
Atómo
contido
das entranhas do mundo
parido
sem ritmo e sem lei!

Dormirei
Gritarei
sem eco
e
sem ouvido?


NÃO!

Os meus gestos soarão
Os meus braços se alongarão
Não sei em que espaço
Não sei em que amplidão.

Mas sei e saberei
que hei-de explodir
que deixarei de dormir
que de repente acordarei
à luz forte dum clarão.

Sei isto. E só isto sei.
Serei escravo, soldado, rei
No Mundo que há-de vir.

Átomo
contido
ferido
parido
sem ritmo e sem lei.

Mas tem de explodir
esse átomo
Na força incontida
duma Nova Criação!

Os estilhaços
ficarão esparsos
não sei em que amplidão.

Mas sei
- e só isso sei -
que o átomo que sou
explodirá e o seu estrondo
não será em vão!

As cinzas voarão
As forças se libertarão
No espaço
de um Novo Universo
em Expansão!

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